Greve na <em>Deutsche Telekom</em>

Trabalhadores da Deutsche Telekom iniciaram, dia 11, pela primeira vez desde a privatização em 1995, uma greve em protesto contra a transferência de 50 mil funcionários da assistência técnica e atendimento telefónico para uma empresa subsidiária.
A transferência para a T-Service, a partir de Julho próximo, pressupõe reduções salariais de nove por cento e o aumento de quatro horas de trabalho semanais. A administração visa deste modo obter uma poupança anual de 900 milhões de euros.
Em resposta, o sindicato Ver.di avançou para a convocação de uma greve por tempo indeterminado, decisão que teve o apoio de 96,5 por cento dos cerca de 22 mil trabalhadores sindicalizados que participaram na votação, realizada nos dias 7 e 8.
Segundo uma sondagem interna, a luta é apoiada pelos restantes trabalhadores afectados, em especial pelos funcionários públicos que constituem cerca de metade dos efectivos e que não têm direito a fazer greve.
Para minimizar aos efeitos da paralisação, a administração constituiu um «centro de controlo» com recurso a mão-de-obra externa.
A Deutsche Telekom é o maior consórcio europeu de telecomunicações, com 250 mil trabalhadores em 50 países do mundo e uma facturação de mais de 60 mil milhões de euros por ano.


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